fatos surpreendentes e desnecessários


Henry e June

Posted in eu leio por camilak em setembro 18, 2008


Comecei a ler Henry e June porque uma amiga me emprestou como exemplo de literatura erótica para um trabalho que estava fazendo. O trabalho acabou, não usei o livro, mas decidi lê-lo antes de devolver. Nunca tive particular fixação por Anaïs Nin nem por Henry Miller (preciso lê-lo,  um dia, a propósito – anotação mental).

Da leitura, que ainda não acabei, tiro algumas conclusões:

1. A dona moça Nin tem algumas imagens bem bonitas em seu diário de paixão por um casal. Ela escreve visceralmente, às vezes, o que muito me interessa como pseudoescritora de tipo atormentadinho. Eu gosto muito como ela fragmenta amores diferentes em diferentes pessoas. O que deve ser um tipo de neurose, mas aí já não sei. Gosto de uma certa entrega mediada pelo cérebro – o que se entrega e pensa que se entregou e escreve sobre isso -, apesar de saber que isso só existe em diário de anaïs nins. Na vida real, a gente se perde mais do que se acha.

2. Mulheres pensam demais. De alguma maneira, ao ler todas as conclusões que Anaïs tira sobre a relação amorosa consigo ficar tão cansada, mas tão cansada do quanto ela pensa que paro de pensar. O eu-lírico profundo que ela desenvolveu ali me basta pro dia, e quero que minha vida seja simplesmente mais simples. Rola uma catarse de tão autodiscutidinha que ela é. Claro que aquilo é um diário e não tinha intenção primeira de ser publicado, então…

3. Pra algumas pessoas, escrever memórias é fazer literatura. Eu sou assim dia sim dia não. Recontar é entender, entendem?

4. Odeio o fato de ter uma foto da Maria “who is zed” de Medeiros com a Uma “dancinhas com John Travolta” Thurman na capa do livro. Acho agressivas essas relações marketeiras diretas demais. Tá, tem filme, e daí?

5. Caí no engodo e fiquei com vontade de ver o filme de novo… (hehehe, eu não presto e me deixo enganar).

6. Revisão malfeita ainda me deixa nervosa. Divisão silábica errada em final de parágrafo é erro de preguiça, dá raiva.

7. Quem chama Anaïs Nin? Vou colocar trema no meu Kintzel só pra ficar mais fina. Tipo Camila Kïntzel ou então Camila Kïn ou ainda Camï Kintzel. Gente com trema no nome não come em restaurante por quilo nem erra na escolha da meia, fato.

8. Acredito que há um deus dos livros na hora certa, assim como há um deus dos discos na hora certa. Adoro o fato de esse livro ter caído nas minhas mãos justamente no momento que estou reencontrando uma antiga Camila que gosta de ler e escrever. Vamos ver por onde esses demiurgos (do mal, do mal) vão me levar.  Conhece-te a ti mesmo e sai andando…

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