fatos surpreendentes e desnecessários


Arthur

Posted in Uncategorized por camilak em setembro 10, 2008

Arthur, com agá de muito respeito, disse que ela não sabia de nada, que era muito arrogante e que falava com os outros como se estivesse falando com insetos ou sujeirinhas no fundo do bolso. Arthur, com o mesmo nome do rei da espada, disse que ela tinha palavras demais e histórias demais e se repetia sempre. Arthur, que tem Conan Doyle e da Távola, Schopenhauer e o milionário, disse que ela pesava demais e dormia demais, que trabalhava demais e sorria demais, que se entristecia demais e reclamava demais; tinha olhos grandes demais e cabelo vermelho demais, usava roupas coloridas demais, falava alto demais, demorava demais, queria demais e lia demais. Arthur, cujo nome em celta significa nobre e generoso, disse que ela que passava maquiagem demais e sonhava demais. Que tinha bigode e não tinha paragem. Que era demasiada, superlativa, hiperbólica.

E ela, que nem nome tinha na história, tentou entender de uma vez por todas a diferença entre verde-água e azul-piscina. Na dúvida, boiou.

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